Nos dias 9, 10 e 11 de Abril de 2010, tive o prazer de visitar a Estação Ecológica Juréia-Itatins acompanhada pelo Prof. André Eterovic, pela Profa. Gisele Ducati, pelo Prof. Charles Morphy, por 18 alunos da disciplina "Práticas em Ecologia" oferecida na UFABC, e pelos monitores-guias Prof. Nelson "Leleu" Maciel e Prof. Rafael "Bolinho" Lima.
A E. E. Juréia-Itatins é uma bela amostra dos ecossistemas litorâneos (restinga, mangue, costão rochoso) da Mata Atlântica, além da própria floresta tropical úmida. A paisagem é exuberante e recomendo a visita para aqueles que amam da natureza e gostam de uma aventura.
A E.E. Juréia-Itatins está situada nos municípios de Peruíbe e Iguape, no litoral de São Paulo.
Saímos da UFABC (Campus Santo André) à tarde e depois de umas 3 horas de viagem de ônibus chegamos em Peruíbe. Para chegar ao alojamento do Núcleo Arpoador da E.E. Juréia-Itatins tivemos que atravessar de barco a saída do Rio Guaraú. O ideal é fazer esta travessia com a maré baixa, especialmente se tiver levando bagagem (mochilas de preferência).
No primeiro dia, chegamos no fim da tarde no alojamento. O alojamento do Núcleo Arpoador é bem confortável, possui 10 quartos com 4 leitos (2 beliches) cada, e dois banheiros com chuveiros coletivos. À noite tivemos a palestra do Dr. Nelson Maciel sobre ecossistemas costeiros, onde ele teve a oportunidade de compartilhar com todos nós sua imensa experiência no tema e especialmente na região.
No segundo dia pela manhã, percorremos duas trilhas (subindo e descendo morro) ao longo das quais ambos os monitores-guias mostraram as características da floresta tropical úmida do bioma Mata Atlântica e os alunos tiveram a chance de sentir, usando todos os sentidos, e aprender mais sobre esse ecossistema.
As trilhas não são fáceis mas o esforço valeu a pena para chegarmos à Praia de Parnapuã, onde os monitores ofereceram uma aula sobre restinga ao vivo.
Como tínhamos que aguardar a maré baixar para atravessar a Praia do Arpoador na volta, sobrou um tempinho para conhecer a Praia do Juquiazinho. Valeu a pena!
Na volta, a maré não estava tão baixa assim... Mas deu para atravessar.
À noite, tivemos a palestra do Prof. Rafael Lima sobre suas experiências em projetos de conservação e educação ambiental no projeto TAMAR.
O terceiro dia começou com um lindo nascer do sol.
Neste dia fomos conhecer o costão rochoso e o mangue com as aulas dos monitores Nelson e Rafael.
Com certeza, as aulas ministradas pelos monitores-guias Nelson e Rafael enriqueceram muito a disciplina "Práticas em Ecologia" oferecida por mim e pelo Prof. André. Outra visão dos ecossistemas costeiros do bioma Mata Atlântica foi mostrada aos alunos e eles tiveram a oportunidade de vivenciar estes ecossistemas e testemunhar como boas aulas in loco podem ser usadas também para educação ambiental.
Para aqueles interessados em visitar a Estação Ecológica Juréia-Itatins, entrem em contato com a Associação de Monitores Ambientais da Juréia: (13) 9701-3428 (Edilaine); e-mail: aventuranajureia@hotmail.com. Eles oferecem excursões guiadas e informações detalhadas de como visitar a unidade de conservação. O telefone da sede da E.E. Juréia-Itatins é: (13) 3457-9243.
Mais fotos no website da disciplina "Práticas em Ecologia".
segunda-feira, 26 de abril de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Dia Internacional das Pessoas Perturbadas
Hoje é o Dia das Pessoas Perturbadas
Favor mandar esta mensagem encorajando seus amigos perturbados... assim como eu fiz.
Nao me importo se você lambe as janelas, ande num ônibus especial ou então, ocasionalmente voce se comporta como um louco...
Mas aguente, porque você é especial
A cada 60 segundos que você passa com raiva, contrariado ou louco, equivale a um minuto de felicidade que você perde.
A mensagem de hoje é:
a vida é curta,
quebre as regras,
perdoe rapidamente,
beije lentamente,
ame verdadeiramente,
ria sem controle
E nunca se arrependa de coisa alguma que te faz sorrir.
Mande as pessoas que você ama e não quer perder o contato, mande até mesmo para mim.
A vida pode não ser uma festa que sempre esperávamos, mas enquanto estamos aqui devemos dançar.
sábado, 27 de março de 2010
Parque Estadual do Juquery
Uma das aulas práticas da disciplina "Práticas em Ecologia" oferecida pelo Prof. André Eterovic e por mim na UFABC foi realizada no Parque Estadual do Juquery no sábado passado (20/03/2010). O dia ensolarado ajudou, mas o parque é lindo e o único remanescente do Cerrado brasileiro na Região Metropolitana de São Paulo. Eu recomendo!
O P. E. do Juquery situa-se na região noroeste da Grande São Paulo, nos Municípios de Franco da Rocha e Caieiras. O Parque foi criado pelo Decreto 36.859, de 05/06/1993, está sob responsabilidade do Instituto Florestal e possui 3.006 hectares. Antes de ser criado o parque, a área era uma fazenda e possuía um campo de pouso que hoje está fechado.
A aula prática consistia em descrever rapidamente três fitofisionomias do Cerrado: campo sujo, mata de galeria e campo cerrado. Chegamos no parque umas 9h, percorremos cerca de 5 km, com várias paradas para observação e explicações sobre o ambiente, sendo as atividades encerradas umas 15h. Tivemos a oportunidade de subir no mirante de 20 m de altura usado pela vigilância para prevenção de incêndios, mas também aberto à visitação desde julho de 2009.
COMO CHEGAR:
A entrada do parque está na Estrada do Governo no 1800. O acesso de carro é:
- Av. Cruzeiro do Sul, R. Voluntários da Pátria, Av. Sta. Inês, Estrada de Sta. Inês (sentido SP-Franco da Rocha), Rod. Pref. Luiz Salomão Chamma.
- Rodoanel, saída Caieiras, Franco da Rocha sentido Mairiporã.
- Rod. Fernão Dias, saída Mairiporã, sentido Franco da Rocha.
O acesso usando transporte público é por trem (descer na estação Franco da Rocha) e depois pegar o ônibus Mairiporã ou Vila Machado (ponto em frente ao supermercado Russi) e descer na Portaria 1 do Parque, na Estrada do Governo, em frente à escola do Corpo de Bombeiros.
O parque está aberto ao público de terça-feira a domingo, das 8h00 às 17h00. Grupos especiais e escolares, com até 50 pessoas, devem fazer agendamento prévio pelos telefones (11) 4449-5545 e (11) 4443-3106 e pelo e-mail pejuquery@yahoo.com.br.
O P. E. do Juquery situa-se na região noroeste da Grande São Paulo, nos Municípios de Franco da Rocha e Caieiras. O Parque foi criado pelo Decreto 36.859, de 05/06/1993, está sob responsabilidade do Instituto Florestal e possui 3.006 hectares. Antes de ser criado o parque, a área era uma fazenda e possuía um campo de pouso que hoje está fechado.
A aula prática consistia em descrever rapidamente três fitofisionomias do Cerrado: campo sujo, mata de galeria e campo cerrado. Chegamos no parque umas 9h, percorremos cerca de 5 km, com várias paradas para observação e explicações sobre o ambiente, sendo as atividades encerradas umas 15h. Tivemos a oportunidade de subir no mirante de 20 m de altura usado pela vigilância para prevenção de incêndios, mas também aberto à visitação desde julho de 2009.
Chegando ao Parque Estadual do Juquery
Campo Sujo com invasão de capim-gordura
Mata de Galeria
Campo Cerrado
Mirante de vigilância e aberto à visitação desde 2009
Vista do campo sujo e da mata de galeria de cima do mirante
Vista do campo cerrado de cima do mirante
A volta para a entrada do Parque, passando pelo lago
COMO CHEGAR:
A entrada do parque está na Estrada do Governo no 1800. O acesso de carro é:
- Av. Cruzeiro do Sul, R. Voluntários da Pátria, Av. Sta. Inês, Estrada de Sta. Inês (sentido SP-Franco da Rocha), Rod. Pref. Luiz Salomão Chamma.
- Rodoanel, saída Caieiras, Franco da Rocha sentido Mairiporã.
- Rod. Fernão Dias, saída Mairiporã, sentido Franco da Rocha.
O acesso usando transporte público é por trem (descer na estação Franco da Rocha) e depois pegar o ônibus Mairiporã ou Vila Machado (ponto em frente ao supermercado Russi) e descer na Portaria 1 do Parque, na Estrada do Governo, em frente à escola do Corpo de Bombeiros.
O parque está aberto ao público de terça-feira a domingo, das 8h00 às 17h00. Grupos especiais e escolares, com até 50 pessoas, devem fazer agendamento prévio pelos telefones (11) 4449-5545 e (11) 4443-3106 e pelo e-mail pejuquery@yahoo.com.br.
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
História Ambiental
Hoje, com a ajuda da Dra. Graciela Oliver, descobri o website da "Rede Brasileira de História Ambiental". Esta área de pesquisa é muito interessante e fundamental para compreendermos os atuais padrões e processos ecológicos que observamos hoje, especialmente sob a ótica da Ecologia de Paisagens. Fiquei surpresa pela existência de uma rede sobre o tema. Quero muito participar deste grupo.
sábado, 7 de novembro de 2009
Economia Solidária
Ontem, 6/11/2009, na UFABC, assisti a palestra do Dr. Paul Singer (economista, professor titular da Universidade de São Paulo e Secretário Nacional de Economia Solidária) sobre Economia Solidária.
Tenho interesse em propostas de ações que busquem o desenvolvimento sustentável, e acredito que esta seja uma delas, já que busca o equilíbrio dinâmico entre as dimensões econômica e social. A dimensão ambiental fica em segundo plano na Economia Solidária, mas não é negligenciada.
A palestra do Dr. Paul Singer foi estimulante e animadora porque mostrou ações buscando a eqüidade social que é tão difícil de ser atingida em uma sociedade capitalista, mas não é incompatível nem impossível.
Segundo ele a Economia Solidária tem como base a democracia, auto gestão e confiança, cujo objetivo é a felicidade (e não o lucro).
Os empreendimentos solidários são constituídos por trabalhadores emancipados, que produzem ou prestam serviços, e se organizam democraticamente cujas decisões são tomadas através de assembléias com a participação de todos. Além disso, não existe um chefe, nem hierarquia. O pagamento - retirada mensal - a princípio (já que a decisão é tomada nas assembléias) é igual para todos os trabalhadores participantes do empreendimento.
O objetivo dos empreendimentos solidários é retirar as pessoas da miséria através do trabalho, as incluindo na economia formal. Há a possibilidade de criar moedas sociais quando os empreendedores não tem capital suficiente para comprar e vender produtos. A moeda social já vem sendo usada em várias regiões brasileiras, p.ex. palmas (em Fortaleza, CE) e comissari (em São Bernardo do Campo, SP). A moeda social junto com o microcrédito aumenta o capital circulante e comércio local, dando trabalho, poder de compra, dignidade e melhorando a qualidade de vida em comunidades carentes. O microcrédito é um sucesso comprovado em vários países, p.ex. em Bangladesh, onde Muhammad Yunus, banqueiro e prêmio nobel da paz em 2006, disponibilizou o microcrédito para pequenos grupos de mulheres miseráveis para desenvolver seus empreendimentos solidários, melhorando a qualidade de vida delas e da comunidade onde elas estão inseridas.
No Brasil, os empreendimentos solidários estão em expansão, apresentando resultados positivos. O desafio atual é colocar os empreendimentos em rede para aprimorar o acesso ao mercado. Existem muitos exemplos de sucesso, podendo destacar alguns como Justa Trama, Associação de Moradores do Conjunto Palmas, e muitos outros especialmente no Nordeste. O Banco do Brasil, através do Banco Popular do Brasil, e o Banco Central, através da emissão de moedas sociais, estão apoiando as iniciativas gerenciadas pela Secretaria Nacional de Economia Solidária. A comunidade acadêmica também se mobiliza através de cursos sobre o assunto (ex. UNICAMP). Iniciativas de Economia Solidária tem tido sucesso em vários países, sendo o maior destaque Mondragon (País Basco).
A Economia Solidária tem o potencial incrível e maravilhoso de melhorar a qualidade de vida de milhares de comunidades carentes no mundo, sendo uma luz brilhante no fim do túnel da busca da equidade social e do comércio justo.
Tenho interesse em propostas de ações que busquem o desenvolvimento sustentável, e acredito que esta seja uma delas, já que busca o equilíbrio dinâmico entre as dimensões econômica e social. A dimensão ambiental fica em segundo plano na Economia Solidária, mas não é negligenciada.
A palestra do Dr. Paul Singer foi estimulante e animadora porque mostrou ações buscando a eqüidade social que é tão difícil de ser atingida em uma sociedade capitalista, mas não é incompatível nem impossível.
Segundo ele a Economia Solidária tem como base a democracia, auto gestão e confiança, cujo objetivo é a felicidade (e não o lucro).
Os empreendimentos solidários são constituídos por trabalhadores emancipados, que produzem ou prestam serviços, e se organizam democraticamente cujas decisões são tomadas através de assembléias com a participação de todos. Além disso, não existe um chefe, nem hierarquia. O pagamento - retirada mensal - a princípio (já que a decisão é tomada nas assembléias) é igual para todos os trabalhadores participantes do empreendimento.
O objetivo dos empreendimentos solidários é retirar as pessoas da miséria através do trabalho, as incluindo na economia formal. Há a possibilidade de criar moedas sociais quando os empreendedores não tem capital suficiente para comprar e vender produtos. A moeda social já vem sendo usada em várias regiões brasileiras, p.ex. palmas (em Fortaleza, CE) e comissari (em São Bernardo do Campo, SP). A moeda social junto com o microcrédito aumenta o capital circulante e comércio local, dando trabalho, poder de compra, dignidade e melhorando a qualidade de vida em comunidades carentes. O microcrédito é um sucesso comprovado em vários países, p.ex. em Bangladesh, onde Muhammad Yunus, banqueiro e prêmio nobel da paz em 2006, disponibilizou o microcrédito para pequenos grupos de mulheres miseráveis para desenvolver seus empreendimentos solidários, melhorando a qualidade de vida delas e da comunidade onde elas estão inseridas.
No Brasil, os empreendimentos solidários estão em expansão, apresentando resultados positivos. O desafio atual é colocar os empreendimentos em rede para aprimorar o acesso ao mercado. Existem muitos exemplos de sucesso, podendo destacar alguns como Justa Trama, Associação de Moradores do Conjunto Palmas, e muitos outros especialmente no Nordeste. O Banco do Brasil, através do Banco Popular do Brasil, e o Banco Central, através da emissão de moedas sociais, estão apoiando as iniciativas gerenciadas pela Secretaria Nacional de Economia Solidária. A comunidade acadêmica também se mobiliza através de cursos sobre o assunto (ex. UNICAMP). Iniciativas de Economia Solidária tem tido sucesso em vários países, sendo o maior destaque Mondragon (País Basco).
A Economia Solidária tem o potencial incrível e maravilhoso de melhorar a qualidade de vida de milhares de comunidades carentes no mundo, sendo uma luz brilhante no fim do túnel da busca da equidade social e do comércio justo.
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domingo, 11 de outubro de 2009
Road Ecology in Latin America Symposium
Eu tive a honra de organizar e coordenar o Simpósio de Ecologia de Estradas na América Latina, parte da Conferência Latino-Americana de Ecologia de Paisagens, realizada de 4 a 7 de Outubro de 2009, em Campos do Jordão. Consegui o apoio do CNPq, o que possibilitou financiar a participação de Dr. Stephen Perz, Dr. Alex Bager, Dra. Cecilia Bueno e a minha.
O Dr. Stephen Perz, sociólogo da Universidade da Flórida (EUA), com mais de 10 anos de experiência no assunto, discutiu a problemática dos conflitos socio-economico-ambientais criados pela construção ou aprimoramento de estradas na Amazônia (Peru, Bolívia, Brasil). Eu apresentei os resultados do meu pós-doutorado, mostrando como as estradas podem funcionar como barreiras para comunidades de pequenos mamíferos não-restritos do bioma Mata Atlântica. O Dr. Alex Bager, docente da Universidade Federal de Lavras (MG) com mais de 10 anos de experiência no tema, apresentou uma revisão do estado-da-arte dos estudos de impacto das estradas sobre a mortalidade de vertebrados no Brasil. E finalmente, a Dra. Cecilia Bueno, docente da Universidade Veiga de Almeida (RJ), apresentou os resultados de seu projeto - Caminhos da Fauna - de mais de 3 anos na BR-040, destacando a importância da Educação Ambiental para mitigar o impacto das estradas sobre a fauna, reduzindo assim, a mortalidade destes animais.
Todo o congresso e, especialmente o Simpósio de Ecologia de Estradas, foram excelentes. Pude passar bastante tempo com o grupo de estradas e trocar muitas idéias. Acredito que a tendência é o fortalecimento do grupo e a aquisição de novos membros, como por exemplo, o Giordano.
Os próximos passos são propor uma mesa-redonda para o próximo Congresso Brasileiro de Mastozoologia e participar do IUFRO Landscape Ecology Working Group International Conference (September 2010, Bragança, Portugal).
O Dr. Stephen Perz, sociólogo da Universidade da Flórida (EUA), com mais de 10 anos de experiência no assunto, discutiu a problemática dos conflitos socio-economico-ambientais criados pela construção ou aprimoramento de estradas na Amazônia (Peru, Bolívia, Brasil). Eu apresentei os resultados do meu pós-doutorado, mostrando como as estradas podem funcionar como barreiras para comunidades de pequenos mamíferos não-restritos do bioma Mata Atlântica. O Dr. Alex Bager, docente da Universidade Federal de Lavras (MG) com mais de 10 anos de experiência no tema, apresentou uma revisão do estado-da-arte dos estudos de impacto das estradas sobre a mortalidade de vertebrados no Brasil. E finalmente, a Dra. Cecilia Bueno, docente da Universidade Veiga de Almeida (RJ), apresentou os resultados de seu projeto - Caminhos da Fauna - de mais de 3 anos na BR-040, destacando a importância da Educação Ambiental para mitigar o impacto das estradas sobre a fauna, reduzindo assim, a mortalidade destes animais.
Todo o congresso e, especialmente o Simpósio de Ecologia de Estradas, foram excelentes. Pude passar bastante tempo com o grupo de estradas e trocar muitas idéias. Acredito que a tendência é o fortalecimento do grupo e a aquisição de novos membros, como por exemplo, o Giordano.
Os próximos passos são propor uma mesa-redonda para o próximo Congresso Brasileiro de Mastozoologia e participar do IUFRO Landscape Ecology Working Group International Conference (September 2010, Bragança, Portugal).
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Mesa-redonda "Ecologia de Estradas" no CEB2009
No Congresso de Ecologia do Brasil deste ano, coordenei a mesa-redonda de Ecologia de Estradas no dia 16 de Setembro. Foi uma experiência incrível. A audiência estava muito acima do que eu esperava e depois das apresentações, o debate rendeu bastante. O público tinha alunos de graduação em sua maioria.
Eu iniciei as apresentações da mesa-redonda com uma introdução sobre o tema, seguida pelas apresentações do Dr. Philip Fearnside (INPA), da doutoranda Janaina Casella (UFMS) e da Dra. Cecilia Bueno (UVA).
Eu iniciei as apresentações da mesa-redonda com uma introdução sobre o tema, seguida pelas apresentações do Dr. Philip Fearnside (INPA), da doutoranda Janaina Casella (UFMS) e da Dra. Cecilia Bueno (UVA).
Dr. Fearnside discutiu a polêmica da construção da rodovia BR-319 (que pretende ligar Manaus a Porto Velho), questionando a existência de algum benefício desta obra faraônica, já que mesmo economicamente a navegação de cabotagem seria a melhor solução. Ecologicamente, sabe-se que as estradas na Amazônia são um dos principais agentes de desmatamento.
Janaina Casella apresentou alguns resultados do seu doutorado na Pos-Graduação de Ecologia e Conservação (UFMS), sobre atropelamentos de mamíferos na BR-262, entre Campo Grande e Miranda. Janaina mostrou os padrões espaciais e temporais desses atropelamentos, com 231 animais atropelados em dois anos de estudo, sendo os mais atropelados: lobinho (Cerdocyon thous, 71), tatu-peba (Euphractus sexcintus, 52), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla, 36), tatu-galinha (Dasypus novemcinctus, 20) e tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla, 19).
Dra. Bueno mostrou alguns resultados do seu projeto "Caminhos da Fauna", onde monitora há mais de 3 anos a rodovia BR-040 (Rio de Janeiro - Juiz de Fora) e começa a implementar algumas medidas mitigadoras, com apoio da CONCER: placas para sinalização (avisando os motoristas nos trechos com maior incidência de atropelamentos), cercas em um rio (onde a incidência de atropelamentos de capivaras era excessiva) e bandeirolas (para evitar que as aves executem seu vôo rasante cruzando a rodovia).
Eu adorei as apresentações porque mostraram vários ângulos do impacto ambiental causado pelas estradas e em três biomas brasileiros: desmatamento na Floresta Amazônica, atropelamento resultando na morte de mamíferos no Pantanal e na Mata Atlântica (que pode representar um aumento significativo na taxa de mortalidade das populações e uma perda significativa na biodiversidade local).
Vale lembrar que esta mesa-redonda foi originalmente proposta pelo Dr. Alex Bager (UFLA) que pediu que eu a coordenasse em seu lugar porque ele participaria de ICOET (um importante congresso internacional na área de Ecologia de Estradas). Dei muita sorte!
Para os interessados no tema, sugiro ler a "bíblia" da área de Ecologia de Estradas:
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